A ARTE E FILOSOFIA POR TRÁS DA FILMOGRAFIA DE TIM BURTON
- Asafe Monteiro
- 8 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
Para construir seu jeito único, Tim se baseou em movimentos artísticos existentes, usando a psicologia das cores como sua aliada

Tim Burton construiu uma identidade visual única reconhecida por muitos amantes do cinema. As obras deste autor possuem influências de alguns movimentos artísticos, personalidades, artistas e outros. Também é reconhecido por suas obras cheias de personagens exóticos, cenários marcantes e características peculiares.
Nas obras de Tim Burton é possível encontrar movimentos artísticos como o surrealismo, por exemplo. Este movimento está presente nas situações em que aparecem objetos flutuantes, animais que interagem como humanos entre outros, sempre colocando o imaginário sobre o racional. As produções deste diretor costumam ser carregadas de cenários lúdicos, fantasiosos e mágicos.
Em muitos filmes é possível perceber como os cenários, cores e as expressões dos personagens comunicam situações sem a necessidade da presença do diálogo para a compreensão do momento. No filme “A casa monstro” é possível perceber momentos em que cores quentes e frias são utilizadas para comunicar o sentimento de medo, suspense e outros. Em detalhes, muitas informações são comunicadas afetando diretamente a percepção e o entendimento da cena.
É nítido em grande parte de seus filmes a presença da contra posição entre claro e escuro, luz e sombra, preto e branco, dessa forma criando uma identidade visual e cenários característicos do autor, havendo muitas contraposições. Muitos dos personagens de Tim Burton são reconhecidos como resultado de sua realidade. Tim, quando criança se interessava por filmes de terror, na adolescência passou a ser um melancólico, solitário e quieto como grande parte dos seus personagens mais famosos.
É comum relacionar a criação destes personagens com o álter ego do próprio autor. Algumas características dos seus personagens são: presença de olheiras, peles pálidas, timidez, solidão, cabelos desgrenhados e roupas escuras em sua maioria.
Ainda durante a infância, dentre os hobbies diferenciados do diretor estava o interesse pela escrita de Edgar Allan Poe. As influências recebidas por seus hábitos de leitura incentivaram e influenciaram para o desenvolvimento de obras como o curta metragem conhecido como “Vincent”.
Em alguns momentos, Burton não é compreendido pelo público, mas sempre se mantem dentro de sua estética e pela sua paixão pelo incompreendido. Utilizando sua mente criativa, um dos principais pontos de seus filmes é a direção artística e fotográfica sempre muito bem elaborada e sem deixar a desejar. Os elementos essenciais em suas obras são: aspectos góticos, elementos sombrios e excêntricos
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